sábado, 16 de maio de 2009

O maravilhoso sentimento de se confirmar um preconceito

Renato Russo sempre foi glorificado pelo que faz de pior: cantar e escrever. Da mesma forma que não gosto de todos os músicos que fazem músicas legais, não necessariamente sinto antipatia pelos que produzem material de merda.

Mas o líder da Leigão Urbana provou que é também um pedaço de cocô enquanto pessoa. Nessa entrevista para o Zeca Camargo (que dupla), entre outras rajadas de cocô verbal, ele faz questão de dizer que não gosta de divulgar certos aspectos de sua vida, enquanto os divulga. Na TV. Um monstro sagrado tanto no pessoal quanto no profissional.

Não gosto de me gabar, mas eu já sabia:

http://www.youtube.com/watch?v=YcwjyRdTaG0

sexta-feira, 15 de maio de 2009

So what you wanted to see good has made you blind

Meu nome não é Olga. Eu nunca fico com vergonha. Eu nunca esqueço. Eu sei o que você está pensando. Eu nunca me distraio. Eu nunca perco. Desista.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Lista: Os 12 piores filmes da minha vida

Ver um filme é sempre usado como exemplo para uma atividade prazerosa, sinônimo de uma vida feliz ou alguma coisa pra fazermos sem conversar durante duas horas quando queremos comer alguém que não conhecemos direito.

Por alguma razão, quando se fala em ver um filme, optamos por não nos recordar que na maioria das vezes essa diversão é na verdade uma tortura de 120 minutos (paga):

1 “Matrix Reloaded”
2 “Medo e Delírio” (Não sei quem eu queria que morresse primeiro, Johnny Depp ou os fãs de Johnny Depp. Decido assim que descobrir quem depende mais de quem.)
3 “Medos Privados em Locais Públicos” (Deixei o cinema com uns 8 minutos de filme. Não insisto nessas coisas só porque paguei, da mesma forma que não termino de comer uma sanduíche estragado, só porque comprei.)
4 “Michael o Anjo Sedutor” (Esse eu nunca vi, mas nem precisa, pra saber que é uma merda.)
5 Aquele documentário dos pingüins (Esse não vi no cinema, mas gostaria, só pelo prazer de ir embora. É uma sensação de libertação maravilhosa, recomendo.)
6 “Quero Ser John Malkovich” (A primeira vez que vi um ator não convencer no papel de si mesmo.)
7 “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel” (O único bom momento de um filme longo e irritante é quando ele acaba. Nem esse pequeno prazer a primeira parte do Senhor dos Anéis consegue dar, deixando o espectador com aquele sentimento paradoxal de alívio mal resolvido.)
8 “Superman” – remake (Vi esse no cinema ao lado de um rapaz que se espantava com euforia toda vez que o Super Homem aparecia voando, salvando uma pessoa em perigo prestes a ser esmagada por um imenso bloco rochoso caindo do céu. Em nenhuma das vezes essa pessoa conseguiu antecipar, mesmo com o mais leve princípio de desconfiança, que isso poderia acontecer.)
9 “Tartarugas Ninja II” (Nem lembro direito desse, era criança quando vi. Mas lembro que tinha o Vanila Ice, acho que isso é suficiente.)
10 “Cidade dos Sonhos” (Quer transformar inabilidade para ser coerente em profundidade artística de difícil interpretação? É fácil: jogue aleatoriamente uma sequência de acontecimentos desconexos interpretados por atores muito ruins e deixe que os intelectualóides forjem um sentido e fabriquem seu status de diretor-artista-sensível-profundo-cult-muito-doido. É tipo uma música do Arnaldo Antunes, só que é um filme.)
11 “O Mágico de Oz” sincronizado com “The Dark Side of the Moon”
12*

*Escreva aqui qualquer filme estrelado por um animal de óculos escuros, Renato Aragão, Xuxa Meneghel e suas famílias.

No geral, curto filmes com várias cenas em que o protagonista rola no chão atirando em malfeitores. Eu faria isso se não tivesse labirintite. No mais, não tendo o Keanu Reeves e não sendo do David Lynch tá bom.

Pensando bem, se não tiver o Luciano Huck e a Angélica também ajuda.
***

(Parte do texto tirado da minha coluna “Malditos”, na revista Omelete Marginal: www.iu.art.br)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Livingstone Road

E concluindo o post do dia 10 de maio. A música tá no disco Mood Swings.

I escape and I’m never home, I brake and I’m never one, I sleep on a living stone, I’ll wait ‘till this day’s done, I wake up, but my eyes are closed, the clock shouldn’t be this slow and this endless day I cannot share, my own space’s all I have, I’m free, I don’t need love… free.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Como Seduzir no Ambiente Hospitalar (parte III)

Continuação do post do dia 5 de maio (toda a saga em www.fotolog.com/revista_quase):

Cansado de um contato apenas superficial com as belas mineiras que circulavam nos corredores do pronto-socorro, Daniel decidiu tentar um algo mais: inteligente e arrojado, ele sabia que teria maiores chances de ganhar um chamego gostoso se ficasse próximo à ala da mamografia, já que as gatas dessa parte do hospital certamente possuem seios.

domingo, 10 de maio de 2009

Dia Sem Fim

Continuando a série (nunca sei se é "sessão" ou "seção", então escrevi "série") de letras versão português x versão final inglês. Essa letra aí é o embrião de "Livingstone Road", música que entrou no disco Mood Swings. Não é uma tradução, é só a idéia. Livingstone Road era a rua que eu morava em Birmingham. Tentei achar uma foto aqui, mas não rolou. A quinta linha parece errada, mas não tá. Em inglês não fica estranho.


Você acorda com os olhos fechados
E espera o dia acabar
Pergunta tantas vezes
Mas é uma perda de tempo
Se passaram-se meses
E o relógio ficou mais lento

Segure sua cruz, carregue sua arma
Tranque a porta, redecore o banheiro
Se todos os dias são iguais
Não há como separar
Quem vai aromatizar a sala?
Quanto dura um dia inteiro?
Se esse dia não acabar logo
Você vai acabar primeiro.

sábado, 9 de maio de 2009

Se não pode vencê-los, imite um mongól

Dizem que quando faltam palavras, o melhor caminho é a violência. Não concordo. Numa discussão, se não lhe sobrar nenhum argumento, não precisa nem aumentar seu volume: simplesmente repita o que a outra pessoa estiver falando, só que fazendo uma voz de mongól. É impressionante como funciona.
Faça imitação de retardado, não faça guerra.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O caminho do bem

Como o nome do blog já deixa subentendido, meu nome não é Olga. Sou do bem. E não estou dizendo isso só pra te contrariar e consequentemente persistir no esterótipo "do contra, odeio tudo, vou arrotar na cara da sua avó, o Metal vai vencer". O Metal não vai vencer. Ele sempre perde quando fazemos 16 anos. Mas isso não vem ao caso. Eu sou do bem. Eu não dou tapinha nas costas do garçom pra fingir que sou do povão. Quando preciso dar uma cotovelada em alguém (geralmente alguém que não possa revidar, como mulheres, crianças, cegos e bêbados), eu dou de leve. Sempre que uso o banheiro na casa de alguém, procuro não deixar evidências do que eu estava fazendo lá dentro. Elogio quando alguém faz a comida que estou comendo e é só quando o anfitrião sai de perto que eu rapidamente raspo os pedaços de verdura pro prato da minha namorada. Só falo mal das pessoas por trás, pois sei que ninguém gosta de ouvir ofensas verdadeiras cara a cara. Agradeço, peço desculpas e por favor sempre, mas nunca puxo conversa com quem não conheço pra tentar ser legal, ou só pra quebrar o gelo. Não há nada de errado com o gelo. Só apareço quando convidado, e se não me chamarem ficarei em casa me remoendo especulando os motivos da exclusão, mas elegantemente nunca confessarei ter ficado chateado. Quando me pedem algum favor eu não tenho coragem de negar, mas faço resmungando e com cara azeda pra pessoa aprender a nunca mais contar comigo de novo. E só jogarei na cara os favores prestados caso a situação seja muito propícia. Aliás, quando me pedem um favor, a única coisa que quero em troca é o direito de no futuro jogar na cara. É justo. É prazeroso. É o bem sendo feito. Não finjo ter ficado comovido com a morte de celebridades ou de qualquer outra pessoa que eu não conheça. Todo mundo morre e todo mundo sofre, e me importo com isso na medida em que me afeta, na medida em que quem se foi me faz falta, ou na dor de quem sente me doa também. Caso contrário, paciência. Azar. Deus não tem pena de ninguém, por que eu teria?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Listas: As 22 piores músicas de todos os tempos

Como parte da minha coluna "Malditos" na revista Omelete Marginal ano passado, fiz uma lista das 20 piores músicas de todos os tempos. A coluna era "Malditos Hobbies (parte III)". Não gosto de dizer que sempre tenho razão, mas carrego o fardo de sempre ter.
Coluna na íntegra em www.iu.art.br.

1 - O Vento (Jota Quest)
2 - Oxigênio (Jota Quest com participação de Zé Ramalho)
3 - Park Life (Blur)
4 - You're Beautiful (James Blunt)
5 - Ruby, Ruby (Kaiser Chiefs)
6 - Photograph (Nickelback)
7 - The Long and Winding Road (The Beatles)
8 - Não é Sério (Charlie Brown Jr com participação de Negra Li)
9 - My Heart Will Go On (Celine Dion)
10 - This Charming Man (The Smiths)
11 - Lourinha Bombril (Paralamas do Sucesso)
12 - Boys Don't Cry (The Cure)
13 - Até Quando Esperar (Plebe Rude)
14 - My Generation (The Who)
15 - Astronauta (Gabriel o Pensador com participação de Lulu Santos)
16 - Bring Your Daughter to the Slaughter (Iron Maiden)
17 - Segredos (Frejat)
18 - Shy Moon (Caetano Veloso)
19 - Toda Mulher Já Nasce Pra Morrer de Amor – versão em espanhol – (Karametade)
20 - Envelheço na Cidade (Ira)
21 - Killing Birds (Chris Cornell)
22*

*Para mostrar que o blog tem espírito interativo, o vigésimo segundo lugar pode ser escolhido pelo leitor. É só colocar aí qualquer música da Bjork ou do Paul Simon que não tem erro.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

The Unbelievable Pleasure of Frustration

A música mencionada no post de anteontem é essa aí. Foi a única letra que fiz "por encomenda", no sentido de que Chuck fez a música e me deu um assunto mais ou menos pra fazer a letra. Bem mais ou menos.
___________
THE UNBELIEVABLE PLEASURE OF FRUSTRATION
(Furlan / Chuck)

Sometimes I feel so low
Sometimes it feels so good
Nothing was explained but it’s understood

Why should I even bother?
Why should I even care?
Nothing good can come out of my head

So I let ‘em burn
And I let ‘em die
But my feelings still seem to be alive

And I could say anything
I could think of anything
But I chose to think about you
You…

And when I sound like a fool
You know it’s because of you
But for each day I have six moods

Sometimes I feel nothing at all
And you know I know it’s your fault
It’s not a lie, ‘cause it’s just a thought

This is all wrong…

Sometimes I feel so fine
And I know that it’s just a lie
Or a feeling just about to die.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Como Seduzir no Ambiente Hospitalar (parte II)

Continuação do post do dia 27 de abril

"Aproveitando-se da fragilidade e carência das gatas do hospital de Belo Horizonte, Daniel logo entrou em ação no corredor, onde encontravam-se amontoadas dezenas de belas mulheres. Consumidas pelo tédio, por doenças degenerativas e por fortes medicações, elas não puderam resistir ao charme do cartunista capixaba."

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Indescritível Prazer da Frustração

Outra versão da música abaixo, cujo título foi usado em "The Unbelievable Pleasure of Frustration" música do Ócio que entrou (ou seria saiu?) no Mood Swings. Em inglês sempre soa menos pior.


O INDESCRITÍVEL PRAZER DA FRUSTRAÇÃO

Rastejando no assoalho alheio
Vivi e morri em vão
Apostei sem saber jogar

O que você acha da minha risada falsa?
Do meu amor patético?
Dos meus lamentos sem fim?

O que você acha da minha cova rasa?
Do meu corpo esquelético?
O que você acha de mim?

O que você acha da minha casa?
Meu abrigo fétido
Não foi sempre assim

É melhor que não diga nada
Do seu discurso tétrico
Eu já sei o fim.

domingo, 3 de maio de 2009

Quem é meu Pai (Tô Pouco me Fudendo)

Continuando o post do dia 25 de abril, essa é a outra versão da música:


QUEM É MEU PAI? (TÔ POUCO ME FUDENDO)

Se vai sujar, suja

Fui encontrado no meio do lixo
Em uma mala de couro sintético
E quem é meu pai?
Hey, quem é meu pai?

Perdi a linha do raciocínio
E você fingindo que tava me ouvindo
E quem é meu pai?
Hey, quem é meu pai?

Essa minha risada falsa
Eu não posso segurar
O cheiro dessa língua azeda
Você não vai me aguentar

A minha cova é bem rasa
E já tá amanhecendo
Quem é meu pai, não diga nada
Eu tô pouco me fudendo

Quem é que vai roer essa borda?
Regar o lixo e não o jardim?
E quem é meu pai?
Hey, quem é meu pai?

Mas que amor tão patético
Nem sempre foi assim
Esse seu corpo esquelético
Já fez bem mais por mim

Fala, mas não me encosta
Que já tá tão ruim
Dessa sua conversa morta
Eu já sei bem o fim

Você nunca foi meu médico
Pra me falar assim
Desse seu papinho tétrico
Eu bem já sei até o fim

Contagem que nunca acaba
10, 9, 8 e vai descendo
Quem é meu pai, não diga nada
Eu tô pouco me fudendo.


sábado, 2 de maio de 2009

Really tight pants

Ontem saí de casa pela primeira vez desde quarta-feira, arrastado e já arrependido. O lado bom é que tinha sol. Mas um efeito colateral desagradável de um dia bonito é ter meu campo de visão invadido por aquelas pessoas que saem de casa de bicicleta sem precisar ir a lugar algum. É o cansaço por diversão.

Mas não é só isso. Esse desperdício de esforço vem acompanhado das conversas sobre bicicleta, revistas sobre bicicleta, roupas de bicicleta e depilação masculina por causa da bicicleta. Meu dia foi destruído pela simples presença de gente dessa laia.

As quase 6 pessoas que lêem esse blog podem me acusar de me irritar com o que está além da minha compreensão, o famoso preconceito, mas eu entendo perfeitamente esse tipo de gente. As biciletas nada são do que uma desculpa pra vestir as roupas de bicicleta. Assim como motos, skates e, por que não, rock. Mas as bikes com o agravante de requerirem roupas rosa fosforecente e pernas macias.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Selvagem da mobilete

Meu nome não é Olga. Eu sou o menino que na sexta série fazia musiquinhas que destacavam os defeitos do seu corpo em desenvolvimento. Toda a sala ria, e minha popularidade aumentava às custas da sua humilhação. Me desculpe por ter destruído a sua adolescência. É uma época muito divertida e importante, e é uma pena que eu tenha transformado a sua em um pesadelo. Tenho certeza de que a terapia está ajudando a amenizar suas disfunções sexuais e inabilidades sociais, consequências das minhas brincadeiras infantis. Hoje eu amdureci e sou um cara quase legal. Tenho certeza que você me daria um soco se não fosse tão inseguro(a) e educado(a), mas isso não impede que sejamos amiguinhos de blog.