segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Inda vou te levar proutro lugar

Eu gosto de reclamar. Não espero mudar o que me incomoda. Só reclamo por reclamar, é um hábito, apenas. Na verdade, mesmo, eu não me importo.

Ontem, enquanto pendurava roupa no quintal, percebi que minha vizinha de cima é brasileira. Senti cheiro de feijão? Não. Ouvi ela falando português? Não. Reconheci o sotaque? Não. Ela estava de calça jeans apertada e nike air shox dourado? Não.


Ela ouvia o primeiro disco dos Detonautas Roque Clube da primeira à última faixa, repetidas vezes. Fui tomado por um desânimo tão profundo que não consegui nem ficar nervoso, ou alcançar uma caneta pra enfiar no meu ouvido e fazer aquilo ir embora.

sábado, 12 de setembro de 2009

Aproveite as novidades!

Muitas novidades. Algumas ruins, outras horríveis.
Depois de anos lutando contra as forças ocultas que não permitiam que o site da Quase voltasse ao ar, resolvemos finalmente ser sensatos e desistimos. É uma sensação maravilhosa, essa de parar de tentar fazer uma coisa que demanda esforço. Recomendo.

Mas contra-atacamos com um humilde blog:

Um twitter travesso:

E a válida TV Quase:
____________________

Enquanto isso, o Ócio tá com o clipe de "Surprise, Surprise" na Garagem do Faustão. Vota na gente, é só clicar na quinta estrelinha:
Quem sabe eu mando um beijo pra você e toda a sua família. Ou simplesmente passo a fingir que não te conheço.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A glória no fiasco

Quando disse no post passado que o verão londrino é nosso, foi obviamente força de expressão. Em Londres não tem verão.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Quase em Londres, 2 capítulos

CAPÍTULO 1 (maio 2009):
A estréia internacional da Quase, na exibição "States of Exeption", foi um sucesso. No mau sentido. A HQ "A Recompensa", publicada na Quase #11, foi selecionada para ser distribuída numa mostra da Stephen Lawrence Gallery, em Londres. A versão em inglês ficou como "The Great Reward".


Tudo corria bem até que o Comitê de Ética da Universidade de Greenwich (a universidade estava por trás da participação da Quase e outras "obras"), vetou a historinha e as cópias que estavam na galeria foram recolhidas.


É uma pena que um evento frequentado apenas por adultos precise de um comitê que decida o que pode e o que não pode ser lido e o que vai e não vai ofender. É mais que uma pena, é uma merda, que ainda exista quem pense que as pessoas não podem lidar com uma (potencial) ofensa e precisem de proteção de qualquer coisa que abale um dia sem nenhum tipo de evento desagradável.


Será que as avós dos membros do Comitê de Ética cortavam as partes estragadas das bananas deles antes de amassarem e darem na boquinha até eles completarem 42 anos?


CAPÍTULO 2 (junho 2009):

A mesma HQ finalmente foi publicada sem puxadas de tapete na edição de junho da revista inglesa "Who's Jack". A revista, que é virtual e impressa, optou por publicar a historinha em 3 partes, então o resto sairá em julho e agosto. O verão londrino é nosso.


Quase.

A parte estragada da sua banana.

______________________


Leia online a edição de junho da "Who's Jack":



Site da "Who's Jack" onde você pode encomendar qualquer edição, ler qualquer edição online, blog, twitter, etc:

sábado, 16 de maio de 2009

O maravilhoso sentimento de se confirmar um preconceito

Renato Russo sempre foi glorificado pelo que faz de pior: cantar e escrever. Da mesma forma que não gosto de todos os músicos que fazem músicas legais, não necessariamente sinto antipatia pelos que produzem material de merda.

Mas o líder da Leigão Urbana provou que é também um pedaço de cocô enquanto pessoa. Nessa entrevista para o Zeca Camargo (que dupla), entre outras rajadas de cocô verbal, ele faz questão de dizer que não gosta de divulgar certos aspectos de sua vida, enquanto os divulga. Na TV. Um monstro sagrado tanto no pessoal quanto no profissional.

Não gosto de me gabar, mas eu já sabia:

http://www.youtube.com/watch?v=YcwjyRdTaG0

sexta-feira, 15 de maio de 2009

So what you wanted to see good has made you blind

Meu nome não é Olga. Eu nunca fico com vergonha. Eu nunca esqueço. Eu sei o que você está pensando. Eu nunca me distraio. Eu nunca perco. Desista.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Lista: Os 12 piores filmes da minha vida

Ver um filme é sempre usado como exemplo para uma atividade prazerosa, sinônimo de uma vida feliz ou alguma coisa pra fazermos sem conversar durante duas horas quando queremos comer alguém que não conhecemos direito.

Por alguma razão, quando se fala em ver um filme, optamos por não nos recordar que na maioria das vezes essa diversão é na verdade uma tortura de 120 minutos (paga):

1 “Matrix Reloaded”
2 “Medo e Delírio” (Não sei quem eu queria que morresse primeiro, Johnny Depp ou os fãs de Johnny Depp. Decido assim que descobrir quem depende mais de quem.)
3 “Medos Privados em Locais Públicos” (Deixei o cinema com uns 8 minutos de filme. Não insisto nessas coisas só porque paguei, da mesma forma que não termino de comer uma sanduíche estragado, só porque comprei.)
4 “Michael o Anjo Sedutor” (Esse eu nunca vi, mas nem precisa, pra saber que é uma merda.)
5 Aquele documentário dos pingüins (Esse não vi no cinema, mas gostaria, só pelo prazer de ir embora. É uma sensação de libertação maravilhosa, recomendo.)
6 “Quero Ser John Malkovich” (A primeira vez que vi um ator não convencer no papel de si mesmo.)
7 “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel” (O único bom momento de um filme longo e irritante é quando ele acaba. Nem esse pequeno prazer a primeira parte do Senhor dos Anéis consegue dar, deixando o espectador com aquele sentimento paradoxal de alívio mal resolvido.)
8 “Superman” – remake (Vi esse no cinema ao lado de um rapaz que se espantava com euforia toda vez que o Super Homem aparecia voando, salvando uma pessoa em perigo prestes a ser esmagada por um imenso bloco rochoso caindo do céu. Em nenhuma das vezes essa pessoa conseguiu antecipar, mesmo com o mais leve princípio de desconfiança, que isso poderia acontecer.)
9 “Tartarugas Ninja II” (Nem lembro direito desse, era criança quando vi. Mas lembro que tinha o Vanila Ice, acho que isso é suficiente.)
10 “Cidade dos Sonhos” (Quer transformar inabilidade para ser coerente em profundidade artística de difícil interpretação? É fácil: jogue aleatoriamente uma sequência de acontecimentos desconexos interpretados por atores muito ruins e deixe que os intelectualóides forjem um sentido e fabriquem seu status de diretor-artista-sensível-profundo-cult-muito-doido. É tipo uma música do Arnaldo Antunes, só que é um filme.)
11 “O Mágico de Oz” sincronizado com “The Dark Side of the Moon”
12*

*Escreva aqui qualquer filme estrelado por um animal de óculos escuros, Renato Aragão, Xuxa Meneghel e suas famílias.

No geral, curto filmes com várias cenas em que o protagonista rola no chão atirando em malfeitores. Eu faria isso se não tivesse labirintite. No mais, não tendo o Keanu Reeves e não sendo do David Lynch tá bom.

Pensando bem, se não tiver o Luciano Huck e a Angélica também ajuda.
***

(Parte do texto tirado da minha coluna “Malditos”, na revista Omelete Marginal: www.iu.art.br)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Livingstone Road

E concluindo o post do dia 10 de maio. A música tá no disco Mood Swings.

I escape and I’m never home, I brake and I’m never one, I sleep on a living stone, I’ll wait ‘till this day’s done, I wake up, but my eyes are closed, the clock shouldn’t be this slow and this endless day I cannot share, my own space’s all I have, I’m free, I don’t need love… free.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Como Seduzir no Ambiente Hospitalar (parte III)

Continuação do post do dia 5 de maio (toda a saga em www.fotolog.com/revista_quase):

Cansado de um contato apenas superficial com as belas mineiras que circulavam nos corredores do pronto-socorro, Daniel decidiu tentar um algo mais: inteligente e arrojado, ele sabia que teria maiores chances de ganhar um chamego gostoso se ficasse próximo à ala da mamografia, já que as gatas dessa parte do hospital certamente possuem seios.

domingo, 10 de maio de 2009

Dia Sem Fim

Continuando a série (nunca sei se é "sessão" ou "seção", então escrevi "série") de letras versão português x versão final inglês. Essa letra aí é o embrião de "Livingstone Road", música que entrou no disco Mood Swings. Não é uma tradução, é só a idéia. Livingstone Road era a rua que eu morava em Birmingham. Tentei achar uma foto aqui, mas não rolou. A quinta linha parece errada, mas não tá. Em inglês não fica estranho.


Você acorda com os olhos fechados
E espera o dia acabar
Pergunta tantas vezes
Mas é uma perda de tempo
Se passaram-se meses
E o relógio ficou mais lento

Segure sua cruz, carregue sua arma
Tranque a porta, redecore o banheiro
Se todos os dias são iguais
Não há como separar
Quem vai aromatizar a sala?
Quanto dura um dia inteiro?
Se esse dia não acabar logo
Você vai acabar primeiro.

sábado, 9 de maio de 2009

Se não pode vencê-los, imite um mongól

Dizem que quando faltam palavras, o melhor caminho é a violência. Não concordo. Numa discussão, se não lhe sobrar nenhum argumento, não precisa nem aumentar seu volume: simplesmente repita o que a outra pessoa estiver falando, só que fazendo uma voz de mongól. É impressionante como funciona.
Faça imitação de retardado, não faça guerra.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O caminho do bem

Como o nome do blog já deixa subentendido, meu nome não é Olga. Sou do bem. E não estou dizendo isso só pra te contrariar e consequentemente persistir no esterótipo "do contra, odeio tudo, vou arrotar na cara da sua avó, o Metal vai vencer". O Metal não vai vencer. Ele sempre perde quando fazemos 16 anos. Mas isso não vem ao caso. Eu sou do bem. Eu não dou tapinha nas costas do garçom pra fingir que sou do povão. Quando preciso dar uma cotovelada em alguém (geralmente alguém que não possa revidar, como mulheres, crianças, cegos e bêbados), eu dou de leve. Sempre que uso o banheiro na casa de alguém, procuro não deixar evidências do que eu estava fazendo lá dentro. Elogio quando alguém faz a comida que estou comendo e é só quando o anfitrião sai de perto que eu rapidamente raspo os pedaços de verdura pro prato da minha namorada. Só falo mal das pessoas por trás, pois sei que ninguém gosta de ouvir ofensas verdadeiras cara a cara. Agradeço, peço desculpas e por favor sempre, mas nunca puxo conversa com quem não conheço pra tentar ser legal, ou só pra quebrar o gelo. Não há nada de errado com o gelo. Só apareço quando convidado, e se não me chamarem ficarei em casa me remoendo especulando os motivos da exclusão, mas elegantemente nunca confessarei ter ficado chateado. Quando me pedem algum favor eu não tenho coragem de negar, mas faço resmungando e com cara azeda pra pessoa aprender a nunca mais contar comigo de novo. E só jogarei na cara os favores prestados caso a situação seja muito propícia. Aliás, quando me pedem um favor, a única coisa que quero em troca é o direito de no futuro jogar na cara. É justo. É prazeroso. É o bem sendo feito. Não finjo ter ficado comovido com a morte de celebridades ou de qualquer outra pessoa que eu não conheça. Todo mundo morre e todo mundo sofre, e me importo com isso na medida em que me afeta, na medida em que quem se foi me faz falta, ou na dor de quem sente me doa também. Caso contrário, paciência. Azar. Deus não tem pena de ninguém, por que eu teria?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Listas: As 22 piores músicas de todos os tempos

Como parte da minha coluna "Malditos" na revista Omelete Marginal ano passado, fiz uma lista das 20 piores músicas de todos os tempos. A coluna era "Malditos Hobbies (parte III)". Não gosto de dizer que sempre tenho razão, mas carrego o fardo de sempre ter.
Coluna na íntegra em www.iu.art.br.

1 - O Vento (Jota Quest)
2 - Oxigênio (Jota Quest com participação de Zé Ramalho)
3 - Park Life (Blur)
4 - You're Beautiful (James Blunt)
5 - Ruby, Ruby (Kaiser Chiefs)
6 - Photograph (Nickelback)
7 - The Long and Winding Road (The Beatles)
8 - Não é Sério (Charlie Brown Jr com participação de Negra Li)
9 - My Heart Will Go On (Celine Dion)
10 - This Charming Man (The Smiths)
11 - Lourinha Bombril (Paralamas do Sucesso)
12 - Boys Don't Cry (The Cure)
13 - Até Quando Esperar (Plebe Rude)
14 - My Generation (The Who)
15 - Astronauta (Gabriel o Pensador com participação de Lulu Santos)
16 - Bring Your Daughter to the Slaughter (Iron Maiden)
17 - Segredos (Frejat)
18 - Shy Moon (Caetano Veloso)
19 - Toda Mulher Já Nasce Pra Morrer de Amor – versão em espanhol – (Karametade)
20 - Envelheço na Cidade (Ira)
21 - Killing Birds (Chris Cornell)
22*

*Para mostrar que o blog tem espírito interativo, o vigésimo segundo lugar pode ser escolhido pelo leitor. É só colocar aí qualquer música da Bjork ou do Paul Simon que não tem erro.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

The Unbelievable Pleasure of Frustration

A música mencionada no post de anteontem é essa aí. Foi a única letra que fiz "por encomenda", no sentido de que Chuck fez a música e me deu um assunto mais ou menos pra fazer a letra. Bem mais ou menos.
___________
THE UNBELIEVABLE PLEASURE OF FRUSTRATION
(Furlan / Chuck)

Sometimes I feel so low
Sometimes it feels so good
Nothing was explained but it’s understood

Why should I even bother?
Why should I even care?
Nothing good can come out of my head

So I let ‘em burn
And I let ‘em die
But my feelings still seem to be alive

And I could say anything
I could think of anything
But I chose to think about you
You…

And when I sound like a fool
You know it’s because of you
But for each day I have six moods

Sometimes I feel nothing at all
And you know I know it’s your fault
It’s not a lie, ‘cause it’s just a thought

This is all wrong…

Sometimes I feel so fine
And I know that it’s just a lie
Or a feeling just about to die.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Como Seduzir no Ambiente Hospitalar (parte II)

Continuação do post do dia 27 de abril

"Aproveitando-se da fragilidade e carência das gatas do hospital de Belo Horizonte, Daniel logo entrou em ação no corredor, onde encontravam-se amontoadas dezenas de belas mulheres. Consumidas pelo tédio, por doenças degenerativas e por fortes medicações, elas não puderam resistir ao charme do cartunista capixaba."

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Indescritível Prazer da Frustração

Outra versão da música abaixo, cujo título foi usado em "The Unbelievable Pleasure of Frustration" música do Ócio que entrou (ou seria saiu?) no Mood Swings. Em inglês sempre soa menos pior.


O INDESCRITÍVEL PRAZER DA FRUSTRAÇÃO

Rastejando no assoalho alheio
Vivi e morri em vão
Apostei sem saber jogar

O que você acha da minha risada falsa?
Do meu amor patético?
Dos meus lamentos sem fim?

O que você acha da minha cova rasa?
Do meu corpo esquelético?
O que você acha de mim?

O que você acha da minha casa?
Meu abrigo fétido
Não foi sempre assim

É melhor que não diga nada
Do seu discurso tétrico
Eu já sei o fim.

domingo, 3 de maio de 2009

Quem é meu Pai (Tô Pouco me Fudendo)

Continuando o post do dia 25 de abril, essa é a outra versão da música:


QUEM É MEU PAI? (TÔ POUCO ME FUDENDO)

Se vai sujar, suja

Fui encontrado no meio do lixo
Em uma mala de couro sintético
E quem é meu pai?
Hey, quem é meu pai?

Perdi a linha do raciocínio
E você fingindo que tava me ouvindo
E quem é meu pai?
Hey, quem é meu pai?

Essa minha risada falsa
Eu não posso segurar
O cheiro dessa língua azeda
Você não vai me aguentar

A minha cova é bem rasa
E já tá amanhecendo
Quem é meu pai, não diga nada
Eu tô pouco me fudendo

Quem é que vai roer essa borda?
Regar o lixo e não o jardim?
E quem é meu pai?
Hey, quem é meu pai?

Mas que amor tão patético
Nem sempre foi assim
Esse seu corpo esquelético
Já fez bem mais por mim

Fala, mas não me encosta
Que já tá tão ruim
Dessa sua conversa morta
Eu já sei bem o fim

Você nunca foi meu médico
Pra me falar assim
Desse seu papinho tétrico
Eu bem já sei até o fim

Contagem que nunca acaba
10, 9, 8 e vai descendo
Quem é meu pai, não diga nada
Eu tô pouco me fudendo.


sábado, 2 de maio de 2009

Really tight pants

Ontem saí de casa pela primeira vez desde quarta-feira, arrastado e já arrependido. O lado bom é que tinha sol. Mas um efeito colateral desagradável de um dia bonito é ter meu campo de visão invadido por aquelas pessoas que saem de casa de bicicleta sem precisar ir a lugar algum. É o cansaço por diversão.

Mas não é só isso. Esse desperdício de esforço vem acompanhado das conversas sobre bicicleta, revistas sobre bicicleta, roupas de bicicleta e depilação masculina por causa da bicicleta. Meu dia foi destruído pela simples presença de gente dessa laia.

As quase 6 pessoas que lêem esse blog podem me acusar de me irritar com o que está além da minha compreensão, o famoso preconceito, mas eu entendo perfeitamente esse tipo de gente. As biciletas nada são do que uma desculpa pra vestir as roupas de bicicleta. Assim como motos, skates e, por que não, rock. Mas as bikes com o agravante de requerirem roupas rosa fosforecente e pernas macias.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Selvagem da mobilete

Meu nome não é Olga. Eu sou o menino que na sexta série fazia musiquinhas que destacavam os defeitos do seu corpo em desenvolvimento. Toda a sala ria, e minha popularidade aumentava às custas da sua humilhação. Me desculpe por ter destruído a sua adolescência. É uma época muito divertida e importante, e é uma pena que eu tenha transformado a sua em um pesadelo. Tenho certeza de que a terapia está ajudando a amenizar suas disfunções sexuais e inabilidades sociais, consequências das minhas brincadeiras infantis. Hoje eu amdureci e sou um cara quase legal. Tenho certeza que você me daria um soco se não fosse tão inseguro(a) e educado(a), mas isso não impede que sejamos amiguinhos de blog.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Lista: As 20 piores bandas de todos os tempos

Tirei essa lista de um texto que fiz pra revista Omelete Marginal (www.iu.art.br) ano passado. Às mais de 3 pessoas que acessam esse blog, peço ATENÇÃO: A lista é a pura expressão da verdade, e não é questão de opinião.

1- Nickelback (Disparado)
2- Simply Red (Uma vez o vocalista dessa banda foi abordado num hotel com a pergunta: “Você é vocalista daquela banda, Simply Red, né?” Ao responder que sim, levou um soco na cara. Gostaria muito de apertar a mão do jovem que fez isso. Evitar violência tem limite)
3 – Pink Floyd (Bebês chorando ao fundo, discos sincronizados com filmes de merda, shows em lugares sagrados, muita energia, muita vibe e muita conjunção astral pra suportar toda a carga cafona dos arranjos. A Paulo-Coelhice era tanta que foi preciso outra banda escrota pra chutar o pau da barraca, que é o meu quarto lugar...)
4 – Sex Pistols (A primeira boy band da história. Algum artista homossexual juntou uns bêbados pra cuspir no palco e xingar alvos fáceis como a Rainha e pronto: as melhores camisas e broches do rock estavam prontos. Pena que ninguém prestou muita atenção nos discos. Mas o importante acho que era a rebeldia)
5 – The Cure (Sem comentários)
6 – The Smiths (Fecha essa camisa, rapaz. Ou será que esse é o do Simple Minds? Sei lá, bota Smiths e Simple Minds aí juntos, é a mesma coisa e só inglês e paulista gosta, mesmo)
7 – The Who
8 – Kaiser Chiefs (Pra quem acha que só por que são ingleses e se vestem com roupa justinha são cult, o Kaiser Chiefs é uma espécie de Jota Quest britânico, daquelas bandas que você só pode gostar sem contar pra ninguém)
9- Coldplay (Belo falsete. Belo falsete de novo. Hm…. de novo. Ok, rapaz, já deu pra entender que você é triste e sensível, agora vou trocar de CD)
10- U2 (Bono representa o que há de pior não só na música, mas na humanidade. A vaidade deixou o campo dos óculos e gel no cabelo, a megalomania ultrapassou os palcos imensos e com iluminação cheia de novidades tecnológicas. Ele decidiu conversar com o Papa e com o Presidente dos Estados Unidos pelo fim da dívida dos países pobres. Nada mais triste do que o desespero de um senhor para escrever o nome na história – do pop.
11- Travis
12- Foo Fighters
13- Counting Crows (Não sou uma pessoa religiosa, mas às vezes olho para o céu e peço uma oportunidade do destino para jogar um pedregulho na cabeça do rapaz que canta nessa banda. Tenho certeza que Deus, a sociedade e a própria família do vocalista iriam entender)
14- New Radicals (É a do clipe com adolescentes se rebelando no shopping, fazendo o que querem e mostrando aos adultos malvados de terno que o mundo é divertido)
15- The Calling (Alguns gostam de acreditar que tudo é relativo, questão de gosto. O The Calling teve o importante papel de mostrar que o lixo pode ser absoluto e inquestionável)
16- Simple Plan
17- Yellow Card (Essa é uma meio emo, só que tem um violino. Nunca ouvi, mas nem precisa, pra saber que é uma merda)
18- Blink 182
19- Smashing Pumpkins
(Emo disfarçado de grunge. Sou capaz de dar uns trocados pra um jovem comprar uma pedra de crack e calar sua abstinência, mas jamais pra comprar um CD do Smashing Pumpkings. A gente tem que traçar o limite em algum lugar)
20- UB40 (Dessa eu só ouvi metade de uma música há muitos anos atrás, mas foi o suficiente).

*Alguns podem ter sentido a falta dos Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana, Pato Fu e Cidade Negra nas listas, mas a participação desses imortais do terror musical seria injusto com os outros participantes, como colocar Pelé em uma pesquisa de melhores jogadores de futebol. O famoso hors concours.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Guilty Sleep

Esse ano deve sair um disco novo do Ócio. O nome deve ser "Guilty Beat", e essa é uma das letras, "Guilty Sleep". Já foi gravada já, ainda com o Patrick na batéra, no Sonic Spell Studio, em Londres, pelo John (ele tem um sobrenome japonês que não vou me dar ao trabalho de conferir como se escreve), mas ainda falta mixagem adicional.
O disco ainda deve ter outras duas músicas gravadas com o Patrick, "Overmotivated" e "Oh Well", e o resto com a Jaana. Se o disco fosse uma foto da banda, ia pegar o exato momento do Patrick saindo e a Jaana entrando, um com um pé fora e a outra com um pé dentro.
Essa música aí fiz com Chuck na época em que a gente fazia música juntos, e fiz a letra depois. Já tocamos ao vivo várias vezes, no site do Ócio tem um vídeo caseirinho da gente tocando ela no Camden Barfly, em Londres:
www.ociorock.com .

GUILTY SLEEP
(Furlan / Chuck)


I feel the ground, the ground is my place
I hit the ground, it’s right on my face…
Who wanna smile, but the lips won’t move?
Who realised they’re not that good?
Who’s so relaxed lying in the mud?
And still keeping the same perfume?

I feel the ground, the ground is my place
I hit the ground, it’s right on my face…

They will let us drown
But who’ll complain about fate?
Oh, let’s all complain about fate…

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Como Seduzir no Ambiente Hospitalar (parte I)

Em 2005 fomos lançar a Quase #5 num festival tão horroroso em Belo Horizonte, que nem lembro o nome (não tô falando fo FIQ, o FIQ é massa).

Um panorama geral desse pesadelo vai sair na Quase #12, que tem uma restrospectiva no editorial desses 6 anos de revista. Mas esquecemos de escrever nesse editorial saudosista é que no tal festival, pra piorar o pesadelo, o Raul passou mal no último dia, e eu e o Juliano tivemos que levar a mala aos vômitos pro hospital e ficar lá esperando horas pra atenderem e tratarem o indigente (leia-se recomendar que ele bebesse bastante água; valeu Doutora, fez valer seu diploma). Com tanto tempo livre pra me divertir zanzando pelo hospital, fiz esse textinho aí, e Juliano bateu essas fotos maravilhosas. Até que nos divertimos enquanto Raul agonizava na fila, podre e desidratado.


COMO SEDUZIR NO AMBIENTE HOSPITALAR (parte I)
"Uma das lições aprendidas na viagem à BH foi que para arrasar corações você precisa de um bom plano. E tudo começa, é claro, com a escolha de um local propício para a caçada amorosa. Depois de muito pesquisar, nosso conquistador profissional, Daniel, que já teve em sua vida relações íntimas com quase 4 mulheres, chegou à conclusão de que o hospital de Belo Horizonte era o point da azaração, já que as gatinhas estariam solitárias e carentes devido aos mais variados tipos de doenças das quais sofriam. Precavido, nosso herói levou um exame falso para circular livremente pelo local."

domingo, 26 de abril de 2009

Adenóide

Mais uma da série "tentativas frustradas de letras em português que tiveram que ser passadas pro inglês pra evitar vexames ainda maiores". Nem sempre com sucesso.

***

ADENÓIDE

Eu cuspo quando falo
Eu falo quando durmo
Atiro quando brigo
Erro e não assumo.

Eu babo quando durmo
Acordo quando ouço
Um barulho no escuro
E durmo num segundo

Eu bebo quando saio
Vomito quando bebo
Levanto quando caio
Caio de novo e não percebo

Eu guardo e cultivo
Os rancores mais antigos
E despejo nos inimigos
Corpos frágeis como vidro

Eu tremo quando acordo
Eu quebro rotinas e copos
Eu acordo quando tremo
Vidas frágeis como corpos

Eu como o que cai no chão
Eu adoro dizer não
Eu gosto mais de mim
Do que dos meus irmãos

Eu cuspo no prato que como
Eu mordo e não assopro
Eu durmo e acordo com sono
Eu anulo o meu voto

Eu cuspo quando falo
Porque estou sempre certo
Eu quebro tudo o que é caro
E o meu destino reto
Eu me protejo e me calo
Porque tenho o corpo aberto.
A vingança vem a cavalo
Eu estou sempre certo.

sábado, 25 de abril de 2009

Boca Ácida, Língua Azeda

Sempre que o Ócio fazia um bom show no Brasil, depois alguém vinha tirar de mim esses raros momentos de felicidade perguntando por que a gente não cantava em português. Tinha me livrado dessa maldição quando nos mudamos pra Londres, até que um dia um brasileiro depois de um show veio dizer que seria foda, super exótico, se a gente cantasse em português.

Mas a verdade é que eu até tentei (não muito) no começo, mas simplesmente nunca consegui escrever uma letra em português que não soasse horrível quando musicada. Horrível mesmo, daquelas de dar vontade de vomitar em si mesmo.

Uma banda no Brasil me pediu pra escrever uma letra, em português, e eu fiz duas versões. Eles decidiram não usar, o que foi uma decisão sábia, mas eu a transformei em duas letras que usei com o Ócio: "Acid Tongue/Bitter Lips", que já estamos tocando nos shows e vai entrar no próximo disco, e é a música que eu mais gosto, e "Who's My Dad? (I Don't Give a Damn)", que estamos só ensaiando, mas não vai ser gravada pra esse disco próximo agora.

Então taí uma das versões em português.

Ah, outra coisa que me dá vontade de vomitar é ameixa.

Que cheiro nojento. Nem sei como é o gosto, nem quero saber. Nunca comeria nada que cheira daquele jeito. Nem sorvete de ameixa, torta de ameixa, enfim... sorvete e bolo tem que ser de chocolate. Se vai comer doce, come direito. "Milk shake de morango"... putz, não dá pra entender. É tipo ver futebol feminino. Em teoria é o mesmo esporte, com a pequena diferença de que é uma merda.

BOCA ÁCIDA / LÍNGUA AZEDA

"Se vai sujar, suja

Fui encontrado no meio do lixo
Em uma mala de couro sintético
Vai chover areia
Vai chover areia

Perdi a linha do raciocínio
E você fingindo que tava me ouvindo
Mas que coisa feia
Vai chover areia

A minha risada falsa
O meu amor patético
Os meus lamentos sem fim:
“O que você acha de mim?”

A minha cova bem rasa
O meu corpo esquelético
Melhor que nem diga nada
Do meu abrigo fétido

Quem é que vai roer essa borda?
Regar o lixo e não o jardim?
Porque vai chover areia
Vai chover areia

Uns pra lá, outros pra cá
Não era assim que era pra estar
Fiz que sim, mas quis que não
Só pra ver você penar

Fala, mas não me encosta
Que já tá ruim assim
Pra essa discussão escrota
Eu bem já marquei o fim

O cheiro da língua azeda
Eu não posso segurar
É melhor não dizer nada
Você não vai me agüentar

Você nunca foi meu médico
Pra me falar assim
Desse seu papinho tétrico
Eu já sei bem o fim."

sexta-feira, 24 de abril de 2009

I want a little sugar in my bowl


Não posso comer açúcar. Fico tonto e às vezes perco a noção de direção e planos. Desnecessário dizer que sou viciado (no bom sentido da palavra) em... açúcar. Deus escreve torto por linhas tortas.

Mas até para meus parâmetros cheguei a um ponto preocupante essa semana, quando resolvi colocar UM POUQUINHO de açúcar no meu copo de Pepsi (comum), só pra ver como ficava. E ficou muito bom! Taí a dica, então. Melhor que Pepsi Twist, com certeza. Por sinal, que lixo a Pepsi Twist, por que lançam essas merdas? Por que não lançam logo a Pepsi Extra Sugar? Por que ninguém me consulta?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

World's Most Dangerous Nerd Blogger

Meu nome não é Olga. Meu nome é Daniel Furlan. Edito a revista Quase e não consigo digerir leite. Tenho uma banda chamada Ócio, miopia, astigmatismo, hipoglicemia e narcolepsia. Minhas enxaquecas doem de um lado só da cabeça, graças a Deus.
Costumava ter moral, bom senso, culpa e sentir pena. Hoje sinto dormências no braço direito e frio repentino nas duas mãos. Meus dedos da mão esquerda não funcionam bem, acho. Meu intestino preso, dores lombares e labirintite não falham. Mas meu caráter e personalidade não são essas maravilhas. Se Jesus voltasse, não sei se Ele me curtiria. Mas meu rancor é eterno e meu egoísmo é sincero. Persistência e sinceridade são virtudes.
Tenho uma namorada, um par de instrumentos musicais, uma hérnia muscular, alguns livros e uma grande variedade de alergias. Na melhor das hipóteses, sou ranzinza, epilético e preconceituoso, e mal posso esperar pra ser seu amiguinho de blog!*
*Não me comprometo a ser realmente seu amigo fora do mundo dos blogs. Você, ao tornar-se meu amigo nessa rede de relações, não tem o direito de exigir que eu demonstre me importar com você, te busque na rodoviária ou mesmo te cumprimente na rua. Ao tornar-se meu amigo em termos de blog, e apenas em termos de blog, você está automaticamente aceitando essas condições.